Sociedade Brasileira de Pediatria diz ser a favor da vacinação de crianças

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A SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) divulgou, na última sexta-feira (24), um manifesto no qual ampara a vacinação de crianças de 5 a 11 anos em combate com a Covid-19 e ainda rebate as declarações determinadas pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo Mortes da Saúde, Marcelo Queiroga, de que a morte de crianças não implica decisões emergenciais.

A partir da origem da coronavírus, 2.500 infectados de zero a 19 anos morreram por causa do vírus. Mais de 300 delas comprovada no grupo de 5 a 11 anos, de acordo com dados da SBP.

“Mortes motivadas pela Covid-19 na população pediátrica, de forma geral, incluindo o grupo de crianças de 5-11 anos, não estão em patamares aceitáveis. Infelizmente, as taxas de mortalidade e de letalidade em crianças no Brasil estão entre as mais altas do mundo”, diz o texto do manifesto.

A SBP ainda distingue-se as sequelas declinada pela Covid-19, no manifesto. Há mais de 1.400 casos comprovados de síndrome inflamatória multissistêmica (quadro grave de tratamento hospitalar que se manifesta semanas após a infecção) em crianças, com idade de 5 anos. Pelo menos 85 vieram a óbito por complicações neurológicas, cardiovasculares e respiratórias da síndrome.

A nota prossegue dizendo que “Ignorar este fato, minimizar sua importância e afirmar que elas são aceitáveis não são atitudes esperadas das autoridades. A sociedade espera e merece outro tipo de postura e de compromisso com a saúde das crianças e adolescentes do Brasil”.

Um formulário de consulta pública sobre a vacinação de criançada foi lançada na última quinta-feira (23) no portal da pasta. A medida segue até o dia 2 de janeiro quando será determinado o julgamento de inclusão ou não dessa faixa etária no PNI (Programa Nacional de Imunizações), que se dará em 5 de janeiro.

A plataforma apresentou, na sexta-feira, instabilidade relatada por utilizadores de todo o país por meio das redes sociais. O ministério tomou como precaução a alteração da plataforma onde se realizava a consulta pública. De acordo com eles, fez-se necessário a migração da ferramenta para o site gov.br

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