O terremoto de 7,8 de magnitude que ocorreu em 6 de fevereiro no sul da Turquia e norte da Síria já causou mais de 37 mil mortes, com 31.974 vítimas fatais registradas na Turquia e mais de 5.800, segundo dados divulgados pela ONU e governo sírio em 14 de fevereiro.
A OMS classificou o terremoto como a “pior catástrofe natural” em 100 anos na Europa. Embora as primeiras 72 horas sejam consideradas as mais críticas para encontrar sobreviventes sob os escombros, equipes de resgate ainda estão resgatando pessoas mais de uma semana após o terremoto, incluindo um menino que ficou 182 horas preso sob os escombros e uma mulher que aguardou por mais de 200 horas por socorro. Especialistas estimam que até 155 mil corpos possam estar sob prédios e casas desabados.
O governo brasileiro enviou uma equipe de 26 profissionais para ajudar nos esforços de busca e resgate, mas os bombeiros relatam que as baixas temperaturas são um grande obstáculo para a missão.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou o terremoto que atingiu a Turquia e a Síria como a “pior catástrofe natural” em 100 anos na região europeia, com mais de 35 mil mortos. Hans Kluge, diretor da organização para a região, disse que o verdadeiro custo do desastre ainda não é conhecido e que levará muito tempo e esforço para se recuperar e curar. O saldo de mortos atual é de 31.974 na Turquia e 3.688 na Síria, mas as fontes locais afirmam que esse número provavelmente aumentará ainda mais. Cerca de 26 milhões de pessoas na Turquia e na Síria precisam de assistência humanitária.
Para ajudar nos esforços de socorro, a divisão europeia da OMS enviou um destacamento médico de emergência, composto por três aviões e material para atender 400 mil pessoas. Esta é a maior operação realizada pela divisão europeia da OMS em seus 75 anos de existência. É importante ressaltar que a Turquia está na área da divisão europeia da OMS, enquanto a Síria está na seção do Mediterrâneo oriental.