Aguardada e comentada em todos o meios de comunicações, mídias tradicionais e também nas redes sociais, as manifestações de 7 de setembro tendem a ser uma das maiores, segundo pessoas ideologicamente ligadas ao presidente Bolsonaro.
Com a quebra de braço cada vez mais acirrada entre Governo Federal e Ministros do STF, a tendência é que o dia 7 de setembro seja marcado por muita demonstração de força de ambos os lados.
Em discurso durante a cerimônia de concessão da ferrovia de integração Oeste-Leste (Fiol) em Tanhaçu, Bolsonaro fez forte discurso, sem citar os ministros Moraes e Barroso falou que “não precisamos sair das 4 linhas da constituição, ali temos tudo que precisamos, mas se alguém quiser jogar fora dessas 4 linhas, nós mostraremos que poderemos fazer também, valer a vontade e a força de seu povo“, e também que “após o 7 de setembro, o que ficará pra todos nós, com essa demonstração gigante de patriotismo, visto em todos os quatro cantos de nosso Brasil, eu duvido que aqueles um ou dois, que ousam nos desafiar, desafiar a constituição, desafiar o povo brasileiro, saberá voltar pra seu lugar”, completou.
Nesta sexta-feira (03), o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão de mais um aliado do presidente, o caminhoneiro Zé Trovão que está foragido.
Zé Trovão já publicou alguns vídeos nas redes sociais, num deles declara está ciente do mandado de prisão, mas disse que só irá se entregar no dia 7 de setembro, em meio as manifestações.
Veja o vídeo: Zé Trovão
O líder dos caminhoneiros Zé Trovão é investigado por supostas ameaças à democracia e atos violentos, atos esse que vinham sendo organizados nas redes sociais para o dia 7 de Setembro.
Moraes também autorizou a prisão do jornalista Wellington Macedo no mesmo dia, atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O jornalista foi preso na tarde desta sexta-feira (3), em um hotel de Brasília onde estava acompanhado da família.